Antes de Gomes (melhor marcador pela primeira vez em 1976/77), o FC Porto não tinha o goleador do campeonato há 16 anos. Ora, esse período de seca é tão longo como a atual hegemonia. Nos últimos 16 campeonatos, o máximo artilheiro vestiu de azul e branco por nove vezes, com Jardel (4) a ser o único repetente de um lote que compreende ainda os nomes de Domingos (1995/96), Pena (2000/01), McCarthy (2003/04), Lisandro López (2007/08) e Hulk (2010/11).
Esta é a expressão de uma supremacia que é extensível aos troféus coletivos, mas que confirma o FC Porto como um colecionador de troféus que potencia o valor das suas individualidades. Hulk não terá vida fácil para repetir o feito da época passada e a última disputa do título de melhor marcador decidida sobre a meta não sorriu aos dragões, com Cardozo (26 golos) a ganhar a Falcao (25) no sprint final de 2009/10.
Com os 64 golos da equipa esta temporada a serem repartidos por 19 jogadores, é natural que o destaque individual fique para segundo plano. Hulk só descolou nas últimas jornadas e foi esse impulso final que lhe permitiu reentrar na disputa.
in ojogo
Esse longo hiato, na verdade, vinha desde que Azumir foi o melhor marcador em 1961... mas pelo meio houve diversos casos que impediram que o FCP tivesse outro. Como por exemplo em 1971 quando Lemos ia à frente dos marcadores do campeonato, na época em que marcou 4+2 golos ao Benfica, e alguns mais, entre os quais ao Sporting... e, quando estava em posição de vencer essa categoria, na linha do que sucedia no sistema BSB desse tempo...foi expulso num jogo no Barreiro, no campo da Cuf e, contra o que sucedera antes com outros, levou um castigo de 4 jogos de afastamento e com isso já não disputou as últimas jornadas... deixando de poder disputar esse trofeu!
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