domingo, 13 de maio de 2012

Tudo está bem quando acaba bem

Os números estão fechados: 30 jogos, com 23 vitórias, seis empates e apenas uma derrota. 68 golos marcados e 19 sofridos, o que corresponde às melhores defesas e ataque da Liga. O FC Porto terminou este sábado a prova com uma goleada no terreno do Rio Ave, por 2-5. Foi o quinto triunfo consecutivo, no melhor ciclo da época. Kléber, com um “hat-trick” em 45 minutos, foi a estrela da tarde.

Não se pode dizer que tenha sido uma partida disputada a um ritmo muito elevado, mas o espírito de vitória que está no ADN dos Dragões impeliu-os para um bom jogo. Não sendo um decisivo para as contas da Liga, importava vencer para não “manchar” a festa na Baixa do Porto e um título conquistado com apenas uma derrota, em circunstâncias muito peculiares, no terreno do Gil Vicente.

Com um “onze” diferente do habitual, em que se destacou Bracali (o guarda-redes tornou-se assim também campeão), o FC Porto não deixou de ter uma entrada determinada em campo. Tal facto pode ser exemplificado logo pelo lance inaugural: Djalma procurou assistir Kléber, mas o brasileiro chegou ligeiramente atrasado ao lance. Aos 13 minutos, foi Djalma a receber um passe primoroso de James, e aí o angolano não perdoou. O remate rasteiro passou por baixo das pernas de Huanderson e valeu o 0-1.

Apenas quatro minutos depois, chegou o segundo golo: trabalho de Varela na esquerda e assistência com a parte de fora do pé para James, que encostou para a baliza forasteira. Djalma revelava-se particularmente interventivo e, aos 34 minutos, serviu Kléber, que atirou contra o guarda-redes vila-condense.

Quando pouco o fazia prever, ainda antes do intervalo, o Rio Ave reduziu, através de um penálti convertido por João Tomás, após suposta falta de Djalma. O toque do extremo portista é difícil de descortinar, mas há um fora de jogo claríssimo que permitiu ao português surgir em posição perigosa. Portanto, a grande penalidade nunca deveria ter sido assinalada.

O arranque do segundo tempo é marcado pelas actuações de Varela e Kléber, que construíram, quase a meias, o 1-3, aos 50 minutos. O português ganhou a bola a meio campo e serviu Kléber, que se desembaraçou de um adversário e atirou sem dúvidas para a baliza do Rio Ave. Minutos antes, o brasileiro já tinha acertado em Huanderson, quando estava isolado.

Hulk entrou em campo aos 65 minutos, para o lugar de Varela, um minuto antes de Christian fazer o 2-3, na sequência de um contra-ataque que apanhou a defesa portista desprevenida. O tento nunca pareceu pôr em perigo a vitória azul e branca, até porque, apenas 10 minutos depois, Kléber fez o 2-4. Depois de um livre marcado na esquerda, a bola parecia perdida mas Rolando insistiu e não a deixou cruzar a linha de fundo. Kléber aproveitou, dominou a bola e “encheu” o pé.

Para final de festa, faltava a entrada do jovem Kadú, mais um campeão, e um “toque” de Hulk. O “Incrível” assistiu Kléber para um remate cruzado que valeu o 2-5 e o “hat-trick” de um atacante que passou por dificuldades ao longo da época, mas cujo futuro é promissor. Siga a festa na Baixa.


in fcporto

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