terça-feira, 16 de outubro de 2012

Jogou muito bem, venceu e conveceu



Mais uma atuação para ninguém colocar defeito na Seleção. Defesa sólida, meio-campo combativo e ataque eficiente. Nesta terça-feira, na Polônia, o time do técnico Mano Menezes goleou o Japão por 4 a 0. Paulinho, Neymar (dois) e Kaká marcaram os gols do Brasil.
Tem sido a toada da Seleção Brasileira em 2012. Marcação forte desde a saída de jogo adversária, manutenção da posse de bola e efetividade na frente do gol. Foi exatamente assim que o time de Mano Menezes comandou a partida contra o Japão desde o início do primeiro tempo. Com menos de 15 minutos, Paulinho acertou um belo chute de fora da área e abriu o placar.
O volante quase marcou outro gol antes de o Brasil ampliar com Neymar. Kaká fez boa tabela com o lateral-direito Adriano, entrou na área e o juiz marcou pênalti. O camisa 11 bateu com a força e eficiência de sempre e fez 2 a 0 para a Seleção.
Dono da partida, o Brasil viu o seu goleiro ser testado algumas vezes na primeira etapa, mas Diego Alves esteve bem em todos os lances. E ainda antes de sair para o intervalo, o ataque da Seleção mostrou mais uma vez que está esbanjando categoria. Neymar trabalhou com Kaká, que tocou com categoria para o gol, mas a bola bateu caprichosamente na trave.
Sem alterações na equipe na volta para o segundo tempo, o time do técnico Mano Menezes continuou dominando as ações da partida. Tanto que não demorou para Neymar ampliar o placar. No primeiro escanteio para o Brasil no jogo, o camisa 11 dominou bonito no peito, escorregou na hora do chute, mas contou com a sorte e viu a bola ir parar do fundo das redes após desviar no zagueiro japonês.
Quando Mano Menezes já preparava a primeira substituição da Seleção, Giuliano entraria no lugar de Hulk, Neymar lançou Kaká em velocidade pela esquerda. Na sua principal característica, assim como já havia feito contra o Iraque, o camisa 8 arrancou, passou pelo zagueiro e bateu cruzado para fechar o placar. 4 a 0 Brasil.
in cbf.com.br

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Último treino: agora é o Japão


A Seleção Brasileira encerrou hoje pela manhã os preparativos para enfrentar o Japão, nesta terça-feira, às 14h10 (9h10 de Brasília).
O treinamento foi no moderno e bonito Estádio Miejski, cenário de três jogos da Eurocopa 2012 e local do jogo de amanhã contra o Japão, que deverá ter grande público.
Mano Menezes comandou novo treinamento tático, dessa vez com o time titular sem Marcelo, desconvocado - o jogador já retornou a Madri - e Ramires que, com indisposição, ficou no hotel em tratamento.
O técnico vai divulgar a escalação da equipe somente uma hora antes do jogo, pois ainda vai definir os substitutos de Marcelo e Ramires, este se for vetado.
Após o treino tático, os jogadores se exercitaram em cobranças de falta.
in cbf.com.br

Hulk estranha revolta com alto salário na Rússia: "me deixa triste"

Hulk diz que clima no Zenit está melhorando após revolta de dois companheiros por seu salário. Foto: ReutersO ano de 2012 está sendo agitado para Hulk. Ao mesmo tempo em que ganhou espaço na Seleção Brasileira e se firmou como opção de Mano Menezes para a Copa do Mundo de 2014, o atacante teve seu futebol contestado com veemência pelo ídolo Romário e concluiu uma transferência para o Zenit que provocou uma crise no clube. Mas, enquanto as notícias vindas da Rússia indicam uma situação tensa com as reclamações de seu companheiro em relação ao seu alto salário, Hulk conta em entrevista exclusiva ao Terra uma versão menos preocupante de seu início de vida no país.

"Os jogadores, mesmo sem saber o mesmo idioma, chegavam e tentavam conversar comigo. Perguntavam se eu estava bem, se eu estava gostando. Só teve de estranho o comentário dos dois", contou Hulk, referindo-se a Denisov e Kerzhakov, jogadores que foram afastados do time depois de reclamarem publicamente sobre o salário do reforço contratado por 60 milhões de euros (cerca de R$ 158,8 milhões). "Isso me deixa triste porque é um grupo, e um grupo tem que estar fechado para poder ver resultado. Graças a Deus está melhorando", completou.

A imprensa russa ainda noticiou que haveria um boicote de outros jogadores a Hulk e que uma bomba falsa com o retrato do atacante tinha sido colocada no CT do Zenit. O brasileiro diz desconhecer as duas situações e tenta se afastar da polêmica que provocou até a declaração do presidente do país Vladimir Putin. "Jamais ia ficar no país se houvesse isso", conta.
Assim como quer o fim das polêmicas na Rússia, Hulk diz que a crise com Romário está superada. Em entrevista concedida em Wroclaw, onde se concentra com a Seleção para o amistoso contra o Japão, o atacante conta que não ficou magoado pelo ídolo ter contestado seu futebol e sua transferência para o Zenit e fala sobre a sua relação com o torcedor brasileiro. "Estou sendo mais reconhecido".
Confira a entrevista com Hulk na íntegra:
Por por ter construído a carreira longe do Brasil seu nome causava estranheza no torcedor nas primeiras convocações. Você acha que hoje os brasileiros já reconhecem seu futebol e querem você na Seleção?
Eu acho que estou sendo mais reconhecido através dos jogos do Brasil. Ninguém perde um jogo aqui. Daí acabam conhecendo. Eu joguei por três anos no Japão e o pessoal não vê muito futebol japonês. Depois, joguei quatro anos no Porto, mas o pessoal vê mais a Liga dos Campeões. Daí tinha que me destacar nela para chamar a atenção de todos. Estou cavando meu espaço na Seleção, estou jogando bem. Então espero continuar assim para ficar na Seleção.
No começo, quando se apresentava à Seleção, você sentia que precisava mostrar mais que os outros jogadores?
Lógico. Sem dúvida. Nem por conhecer ou não conhecer. São muitos jogadores de qualidade. Então tem que aproveitar para não sair. Têm muitos querendo entrar, então a gente sabe da concorrência e tem que fazer o máximo para ficar na Seleção.
Qual você acha que foi a importância daquele gol no Morumbi (o gol da vitória por 1 a 0 diante da África do Sul em 7 de setembro) para essa tentativa de conquistar o torcedor?
Acredito que ajudou sim. Sempre quando está fazendo gol, está jogando, está aparecendo mais. O torcedor está vendo e começa a gostar mais. Isso ajuda bastante. Também lá em Recife (amistoso Brasil x China), eu que sou nordestino, fui muito bem recebido. Agradeço ao carinho de todos e graças a Deus correu tudo bem. A cada jogo que passo na Seleção me sinto mais confiante.
Você chegou a ser mais festejado do que o Neymar lá no Recife. Te surpreendeu?
Surpreendeu, lógico. É claro que ia ser bem-recebido por ser nordestino, mas não esperava como foi. Agradeço ao carinho de todos. Sempre que puder carregar o nome do Nordeste, vou carregar da melhor forma possível.
A sua trajetória na Olimpíada teve uma convocação atribulada por conta da crítica do Romário, um começo como titular, um final na reserva e um mês depois uma transferência para a Rússia. Em algum momento você temeu perder espaço na Seleção ?
Não, até porque as oportunidades estão sendo dadas. O Mano está observando, está dando oportunidade assim como aos outros, e eu procuro aproveitar e dar o máximo pela Seleção. Não acho que por ter ido ao Campeonato Russo eu vou sumir. Eu acho que a comissão técnica do Brasil me conhece muito bem e sabe como eu jogo. Tenho certeza que não é porque eu estou na Rússia ou outro país que seja que vão se fechar as portas na Seleção.
Como é jogar ao lado do Neymar? Realmente você enxerga ele como um jogador fora do comum e no mesmo nível dos grandes nomes do futebol de hoje?
É um grande jogador. Tem uma qualidade muito boa e com certeza vai crescer muito e vai ser um grande nome do futebol mundial. Eu acho que já é, mas quando digo que vai ser é em relação ao que o (Cristiano) Ronaldo e o Messi são hoje.
Agora com Kaká de volta, o ataque da Seleção estreou uma nova formação ofensiva contra o Iraque. Qual é o futuro que você enxerga neste quarteto?
Lógico que procuro dar um passo atrás do outro. Não dá para querer dar 10 de uma vez. Tem que ter pés no chão. Correu tudo bem, são jogadores todos de grande qualidade. O Kaká todo mundo já sabe como é. O Neymar é um grande jogador, todos conhecem. O Oscar tem uma qualidade impressionante também. Isso facilita muito. Não dá para dizer que esse vai ser o quarteto da Copa porque tem muito jogador de qualidade que pode entrar no grupo. Faltam dois anos ainda, então tem que pensar jogo após jogo.
Eu sei que você já falou disso algumas vezes, mas agora que já passou um bom tempo vale perguntar de novo. Ficou alguma mágoa pelas críticas do Romário? O quanto elas mexeram com você?
Em nenhum momento me deixou triste. Até porque tem uma frase que todo mundo conhece e eu levo por esse lado: 'críticas não me abalam, elogios não me iludem'. Podem me criticar à vontade até porque as contas de casa quem paga sou eu. Então pode criticar. O Romário todo mundo sabe é um grande jogador, um dos meus ídolos como o Ronaldo Fenômeno. Eu respeito por tudo que ele foi e pelo que ele representou para o País.
Mas pelas críticas terem partido do Romário, uma personalidade que todo mundo conhece, você se sentiu pressionado para mostrar trabalho ou nem passou pela sua cabeça isso?
Na minha cabeça não passou. Lógico que é o Romário e, pelo nome que tem mundialmente, um comentário dele todo mundo vai querer ler, vai querer ver. Mas eu acho que acaba por não influenciar torcedores brasileiros. Como eu disse, em nenhum momento eu fiquei triste porque eu tenho que estar bem para poder fazer meu trabalho. De nenhuma forma depois disso ele vai deixar de ser meu ídolo. Foi meu ídolo e vai continuar sendo meu ídolo.
Para a gente que está no Brasil, as notícias que chegam da Rússia são um pouco assustadoras sobre a reação à sua contratação no Zenit. Realmente está complicada a sua adaptação fora de campo, mas difícil que esperava?
Não tá complicado. Tá difícil porque nos primeiros jogos não conseguimos ganhar. Depois vieram as derrotas e tudo. Mas não houve quase nada do que falaram. Esse negócio de bomba nunca existiu. Se existisse não estaria mais lá. Com certeza teria ido embora. Fui muito bem recebido. O que me deixou triste foi os jogadores terem sido afastados por ir a público falar uma coisa e nem eu sei o que falaram direito. Fiquei sabendo pela imprensa brasileira quando comecei a ler. Isso me deixa triste porque é um grupo, e um grupo tem que estar fechado para poder ver resultado. Graças a Deus está melhorando. Tenho certeza que eles logo vão voltar a jogar e nos ajudar.
Algum jogador do elenco já conversou pessoalmente com você dando apoio ou explicando o motivo da reação?
Não chegou ninguém para falar mal nem para falar bem. Eu achei estranho também que quando cheguei fui bem recebido. Os jogadores vinham, mesmo sem saber o mesmo idioma, chegavam e tentavam conversar comigo. Perguntavam se eu estava bem, se eu estava gostando. Só teve de estranho o comentário dos dois. O Denisov e o Kerzhakov. Kerzhakov ele já voltou, está conosco e nos ajudou, espero que o Denisov volte também para acabar essas notícias e começar a vir os resultados positivos para o Zenit.
Então a história da bomba falsa com a sua foto não existiu? 
Não, não existiu. Se existisse teria pegado a minha família e ido embora da Rússia. Isso nunca existiu. Se existisse uma coisa desta, seria assustador. Jamais ia ficar no país se houvesse isso. Fui bem recebido pela diretoria, pela comissão técnica e pelos jogadores. Acho que não teve nada disso.
A sua família que ficou no Brasil (pai e mãe. Sua mulher e filho já estão na Rússia) ligaram assustadas? 
Não. Eu nem sabia de nada disso, cheguei na concentração e o Bruno Alves (companheiro de Zenit) abriu o site e me mostrou. Eu disse não estou sabendo disso não. Daí chamamos o tradutor e ele falou a mesma coisa. Comunicamos a diretoria e nos disseram que nunca existiu isso, que iam entrar com processo com quem escreveu aquilo. Então não sei o que aconteceu. Até porque ninguém comentou nada comigo, está todo mundo bem e tal. Então acho que até que eu saiba não houve nada disso.
Especificamente sobre a questão do salário, o clube chegou a falar com você e dar apoio? 
O diretor chegou a falar comigo. Para eu ficar tranquilo, mas nada de negócio de salário não. Falaram só negocio de resultado. Ele viu que eu estava querendo o máximo, fazendo gol e tudo, mas as vitórias não estavam vindo.
in esportes.terra.com.br

Hulk: "Me adapto rápido a qualquer coisa"


O frio, o idioma, as diferenças culturais: todos poderiam ser motivos para que Givanildo Vieira de Souza, o Hulk, tivesse problemas para se adaptar a sua nova casa, a Rússia, onde defende o Zenit São Petersburgo desde o início de setembro.

Mas, no caso desse paraibano de Campina Grande, a ideia de ter dificuldade para se adaptar a algo simplesmente não existe. Nunca existiu. Desde muito cedo, o atacante da Seleção Brasileira aprendeu que, para ele, as oportunidades não viriam pelo caminho fácil: ele é que teria que ir atrás delas. Às vezes, ir muito longe. Foi sobre essa história que ele falou ao FIFA.com:


Você viveu um caminho diferente: saiu muito cedo do país, para um lugar diferente como o Japão, e fez sucesso sem ter jogado no futebol brasileiro. Essa é a sua história: se adaptar sempre?
Eu saí do Brasil muito cedo: com 18 anos. Na época era uma oportunidade muito boa, embora eu soubesse que precisaria me adaptar. Por um lado é bom ter passado por isso, mas, por outro, não tanto. Saí muito cedo e só fui ser conhecido aí no Brasil através do FC Porto e da Seleção. Mas sou feliz por essa passagem no Japão.

Como foi desembarcar no Japão tão cedo?
Quando eu cheguei, era completamente diferente daquilo que eu imaginava. Achava que seria difícil me adaptar, mas foi muito fácil. Pensava que ia ter mais dificuldade, por ser um país completamente diferente do Brasil, mas encontrei um país que oferecia tudo; uma grande estrutura. E, nos clubes em que joguei, sempre havia brasileiros para me ajudar.

E, antes disso, ainda houve uma passagem por Portugal ainda quando juvenil?
Exatamente. Fui para Portugal com 15 anos de idade. Na época eu estava no Corinthians, em São Paulo, fazendo teste, e meu procurador me ligou: “vamos lá para Portugal”. Eu arrumei as malas e fui. Passei um ano e aprendi bastante: morava e treinava com o pessoal do profissional.

Isso foi durante testes no Corinthians, mas você teve uma passagem mais longa pelas categorias de base do São Paulo, não?
Pois é, eu estava no São Paulo. Passei seis meses lá e, então, meu procurador me disse que eu ia para o Vitória, porque lá ia poder assinar contrato como profissional. Fui para o Vitória, assinei o contrato e fiquei dois anos por lá.

Você parece que não tem medo de mudar; de fazer o que for possível para ter uma chance...
É lógico. É assim que tem que ser, né? As oportunidades vão aparecendo e a gente tem que correr atrás, independente de onde seja e do que enfrentar. Eu sempre fui e sempre agradeci a Deus pelas chances que tive. Passei por muita dificuldade, mas hoje tenho o resultado.

Em algum momento você achou que sua carreira se limitaria ao futebol asiático, ou sempre achava que chegaria à Europa?
Passei três anos e meio no Japão e, depois de um primeiro ano de adaptação, no segundo ano fui segundo artilheiro da segunda divisão, depois fui o artilheiro... E então meu empresário dizia que tinha o sonho de me ver jogando na Europa. Foi quando veio a oportunidade de ir para o FC Porto, onde eu passei quatro anos incríveis da minha vida.

Não ter jogado no Brasil dificulta para ganhar carinho do torcedor da Seleção?
Ahh... Dificulta um pouco, até porque mesmo hoje, depois de muitos jogos meus pela Seleção, ainda tem aquela interrogação, né? Nem todo mundo me conhece, nem todo mundo sabe como eu jogo. Saí muito cedo do Brasil: joguei só 70 e poucos minutos como profissional. Então, é normal que haja essa interrogação quando se fale de mim.

Quantos minutos como profissional?
(risos) Pois é, foram 70 e poucos minutos. Minha estreia foi contra o Fluminense, no Barradão, quando eu entrei no segundo tempo e o outro foi contra o Internacional, no Beira-Rio. Perdemos por 2 a 1, mas até que eu entrei bem.

E nessa época, taticamente, você já jogava mais ou menos da maneira como joga hoje?
Mudou um pouco por causa da maneira como os times brasileiros costumam atuar, usando mais o 4-4-2, enquanto na Europa em geral se utiliza mais o 4-3-3. Com isso, então, aqui eu acabo jogando mais aberto.

Mas, mesmo no Brasil, você nunca foi um típico centroavante, não?
Não, nunca fui centroavante mesmo. Sempre mais um segundo atacante, que cai pelas beiradas, se movimenta, vem buscar a bola. Mas na Europa eu passei a jogar ainda mais aberto. Só que também já atuei muito como atacante mesmo, pelo meio.

E sempre mais pela direita, apesar de ser canhoto?
É, sempre. Foi natural. Sempre gostei de jogar por aquele lado e, felizmente, sempre tive treinadores que me ajudaram. O Jesualdo Ferreira, por exemplo, foi um que me ajudou demais quando cheguei à Europa: sempre conversou muito comigo e fez com que eu ficasse muito à vontade dentro e fora do campo.

Qual foi a diferença que mais chamou sua atenção ao deixar a Ásia para ir jogar na Europa?
Na Europa, o que existe muito é o respeito à disposição tática. Os jogadores respeitam mais suas funções dentro do campo. Então, eu cheguei e tive um pouco de dificuldade, porque me via tendo que voltar muito para marcar. Hoje já tenho mais facilidade para isso.

Muita gente se deixa enganar pelo seu porte físico: parece que você é só um cara forte, e não veloz e habilidoso como de fato é...
Verdade. Como não me conhecem, por causa do porte físico às vezes têm a impressão errada mesmo: ‘ah, então ele deve ser de um estilo mais trombador’, quando na verdade eu nunca fui jogador de trombar muito, mas um que gosta de jogar: de pegar a bola, partir para cima... Só isso de chutar forte é que vem desde pequeno. (risos)

E como foi a adoção desse apelido?
Foi desde criança, desde os três anos de idade, porque eu gostava muito do personagem, o Hulk, e falava para o meu pai que eu era forte, que tinha a força. Aí meu pai falou: “tá bom, então, você é o Hulk”. E até hoje me chamam assim. Para ajudar, ainda cresci um garoto forte, então caiu bem. (risos)

Com toda essa desconfiança da torcida, por outro lado, você precisou de muito pouco para ganhar a confiança do Mano Menezes, não?
Acho que a principal prova disso foi o fato de ele ter me levado à Olimpíada, e ainda mais como um dos três acima do limite de 23 anos. Fiquei muito feliz com aquilo. Infelizmente não conseguimos trazer o ouro, mas foi uma oportunidade que procurei aproveitar ao máximo.

Você se surpreendeu ao saber que estava na lista?
No início do ano, por exemplo, nem poderia imaginar que teria essa chance. Mas, depois dos amistosos no meio do ano (contra Dinamarca, Estados Unidos, México e Argentina), já comecei a achar que meu nome poderia estar na lista.

Como você ficou sabendo da convocação?
Fiquei sabendo pela convocação mesmo. Claro que ele já tinha dito para que ficasse à espera, para continuar treinando, mas ainda não havia confirmação. Sabia que era para ficar esperto e que tinha chances, mas só virou certeza mesmo na hora do anúncio.

Essa série de amistosos acabou se tornando um marco na sua carreira?
Acho que sim. Foi quando tive mais tempo para jogar: quatro jogos e em todos eles eu fui titular. Era a oportunidade de que eu precisava para conseguir mostrar qual era meu futebol e o que poderia oferecer. Nesses quatro jogos, fiz três gols e acho que joguei bem. Então, acho que ali foi o ponto forte para a minha carreira com a Seleção.

E essa nova realidade de ser convocado para a Seleção acabou fazendo com que você reencontrasse um velho conhecido, o David Luiz, não?
(risos) Pois é... A gente não jogou junto no Vitória, porque ele era uma categoria abaixo da minha: quando ele estava no júnior, eu já estava no profissional. Mas eu lembro muito bem dele: até no São Paulo a gente se encontrou. No período em que eu treinei lá ele também estava. Nós nos encontramos no São Paulo, no Vitória, fomos rivais em Portugal – eu pelo FC Porto e ele pelo Benfica – e, depois disso tudo, fomos nos encontrar na Seleção. Foi muito legal.

Você falou muito em sua chegada sobre o projeto do Zenit de montar uma grande equipe. Que aspectos desse projeto te chamaram a atenção?
Durante todo o mercado de transferências houve várias especulações envolvendo meu nome, o interesse de vários clubes grandes, mas as propostas não agradaram nem ao FC Porto nem a mim. E eu havia conversado com o (Luciano) Spalletti antes mesmo de fechar com o Zenit. Ele me falou muito bem do clube, falou sobre a grande estrutura que existe e o projeto de montar uma grande equipe. Eu vim e, de fato, encontrei uma grande estrutura e um projeto ambicioso. Tenho certeza de que, no futuro, o Zenit vai ser um dos grande times da Europa.

Para esta temporada, qual é o grande objetivo da equipe?
Claro que ser campeão russo é importante, mas o grande objetivo acho que é ir bem na Champions: perdemos os dois primeiros jogos, mas ainda não há nada perdido. Temos condições e qualidade para passar de fase.

Você jogou a UEFA Champions League assim que chegou ao FC Porto. É uma competição especial para as equipes do continente?
Eu cheguei ao clube e imediatamente já disputei a Champions. É o torneio mais importante, sempre, porque é quando sabemos que estão reunidas as melhores equipe e os melhores jogadores. É muito legal de jogar. Ainda mais nos casos, por exemplo, de equipes de Portugal e Rússia, cujos campeonatos não são tão transmitidos mundo afora como os de Inglaterra, Itália, etc. Com certeza não vou estar sumido: vou estar marcando gols e aparecendo sempre. O Mano sempre diz para todos nós que está sempre de olho, independente do campeonato e do time.

Você falou sobre como se adaptou facilmente ao Japão. E agora, qual tem sido a dificuldade para se adaptar à Rússia?
Sinceramente, nenhuma: a cidade é uma das mais bonitas que já conheci na vida. Ainda não consegui conhecer tudo, mas só pelo caminho até o centro de treinamento, o pouco que vi, é incrível. E o clube tem uma estrutura boa. Então, de verdade, não tenho problemas.

O fato de ter saído tão cedo de casa, e depois do Brasil, te ajuda a se adaptar tão tranquilamente a mudanças tão drásticas?
Ah, sem dúvida. Acaba que eu me adapto rápido a qualquer coisa, porque saí de casa muito cedo. Para quem saiu para o Japão aos 18 anos e se adaptou, qualquer coisa é fichinha. (risos).

in fifa

Hulk: "Quatro anos incríveis no FC Porto"


Avançado do Zenit recorda a passagem pelos dragões, em entrevista ao site da FIFA, e destaca Jesualdo Ferreira como um dos treinadores "mais importantes" da sua carreira
Givanildo Vieira de Souza - Hulk, como é conhecido no mundo do futebol - trocou o FC Porto pelos russos do Zenit mas não esquece a passagem pelos dragões. Em entrevista divulgada no site da FIFA, o avançado brasileiro recorda que foi o clube da cidade invicta que o levou a ser "conhecido no Brasil", assim como a importância do técnico português Jesualdo Ferreira, actualmente ao serviço do Panathinaikos.

"Passei três anos e meio no Japão e, depois de um primeiro ano de adaptação, no segundo fui o segundo melhor marcador da segunda divisão e depois fui o primeiro... Foi então que surgiu a oportunidade de ir para o FC Porto, onde eu passei quatro anos incríveis da minha vida", começou por dizer Hulk. "Jesualdo Ferreira foi um dos que me deram uma grande ajuda quando cheguei à Europa. Conversava muito comigo e fez com que eu ficasse muito à vontade dentro e fora do campo", continuou.

"Zenit será grande na Europa"

O ex-avançado do FC Porto não tem dúvidas quanto ao valor da equipa Russa. Segundo Hulk, O Zenit tem "um projeto ambicioso"e será um dos grandes eur
opeus "em pouco tempo".

"Spalletti falou-me muito bem do clube, falou sobre a grande estrutura que existe e o projeto de montar uma grande equipa. Eu vim e, de facto, encontrei uma grande estrutura e um projeto ambicioso. Tenho certeza de que, no futuro, o Zenit vai ser um dos grandes da Europa".

in ojogo

domingo, 14 de outubro de 2012

Treino tático para aprimorar entrosamento


A Seleção Brasileira realizou proveitoso treinamento tático neste domingo em Wroclaw. Durante 35 minutos, Mano Manezes comandou a atividade, em que frequentemente paralisava as ações para orientar os jogadores sobre o melhor posicionamento.
O time trabalhou, primeiramente, as ações ofensivas. Depois, o time se posicionou para as ações defensivas, tendo em vista o que foi analisado pelo técnico no jogo que Mano Menezes assistiu na sexta-feira, em Paris, em que o Japão venceu a França por 1 a 0.
Terminado o trabalho tático, os jogadores treinaram tecnicamente. Foi nesta parte que Marcelo torceu o pé direito, motivo pelo qual o médico Rodrigo Lasmar o levou a uma clínica de Wroclaw para fazer exame de imagem.
Nesta segunda-feira, o treinamento será às 11 horas (6 horas de Brasília), no Estádio Miejski, local do jogo de terça-feira contra o Japão, às 14h10 (9h10 de Brasília).
in cbf.com.br

sábado, 13 de outubro de 2012

Hulk: "Japão será difícil adversário"

Hulk atuou três anos no Japão. Até hoje é querido por lá, tem admiradores que o fazem ser grato pela temporada que passou no país.

Ele conta nesta entrevista à CBF TV que atuou com alguns jogadores da atual seleção japonesa, dona de um futebol que passou da correria de antigamente para um padrão de qualidade técnica que a torna um adversário difícil para qualquer seleção de ponta do mundo.

Não foi a toa, portanto, que o Japão venceu a França nesta sexta-feira em Paris, em pleno pelo Stade de France por 1 a 0.

- O Japão tem jogadores de qualidade. Não é só mais correria, que era a sua principal característica. Vamos ter muito trabalho e dificuldade no jogo.

Vê o vídeo das declarações do Incrível neste link:
http://www.cbf.com.br/noticias/selecao-brasileira/2012/10/13/entrevista-hulk



in cbf.com.br

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Fotos: Brasil 6-0 Iraque

Brasil goleia Iraque: Hulk marca, Kaká sorri e Óscar brilha


O Brasil celebrou esta quinta-feira o regresso de Kaká à seleção com uma goleada das antigas: o escrete bateu o Iraque por 6-0, num jogo em que Hulk também marcou. A figura da noite, essa, foi outra, claro: o jovem Óscar abriu o caminho do triunfo, logo a seguir bisou e provou que é craque.

Kaká voltou à seleção dois anos depois da última vez, fez dupla criativa com o próprio Óscar e deixou os adeptos de sorriso rasgado: o médio do Real Madrid serviu o colega no segundo golo e marcou ele próprio o terceiro. Foi abraçado por toda a equipa e ouviu os adeptos gritar por ele.

A primeira parte, de resto, terminou com 2-0 no marcador, graças a dois golos de Óscar. A segunda parte abriu com Kaká a marcar e prosseguiu com Hulk: o avançado do Zenit fez um belo golo, na sequência de um trabalho individual sobre vários adversários terminado num remate cruzado.

O melhor da noite ainda estaria para vir. Neymar fez um golaço, num remate cruzado e bem colocado. Lucas fechou a contagem nos 6-0, ele que entrara na segunda parte a substituir Kaká. Tudo bem, portanto, para o Brasil, numa noite em que Kaká regressou e viu o sucessor brilhar.


in maisfutebol

Vídeo do golo do Hulk

«Hulk para mim é um extremo» - Mano Menezes

Para o selecionador do Brasil, Hulk tem qualidades tremendas, mas diz que o antigo jogador do FC Porto rende mais como extremo e não como avançado-centro.

«Para mim Hulk é um extremo. Rende mais nessa posição, partindo-se da base que pode jogar em todas as posições de ataque», referiu Mano Menezes, em entrevista prestada ao jornalMarca.

«Encaixa perfeitamente num 4x2x3x1, jogando pela esquerda, no centro ou na direita, ou num 4x4x2, ao lado de outro avançado. É um jogador tremendo», explicou ainda o selecionador brasileiro, que assume estar á tentar implementar um modelo de jogo mais móvel e dinâmico no ataque, sem uma referência na área.


in abola

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Hulk ao lado de Neymar no ataque à Suécia

O Brasil prossegue a preparação para o duelo com o Iraque, em Malmoe, Suécia. Mano Menezes, apesar de algumas criticas, ao que tudo inidca, deverá manter Hulk no ataque da equipa brasileira, com o antigo jogador do FC Porto a atuar ao lado de Neymar no ataque. 

No ensaio desta manhã, o treinador testou o seguinte onze: Diego Alves; Adriano, David Luiz, Thiago Silva e Marcelo; Paulinho, Ramires, Kaká e Oscar; Neymar e Hulk


in abola

Witsel feliz por jogar com Hulk: «Nunca tivemos um sentimento de animosidade»

Hulk e Witsel: De rivais em Portugal, a amigos no Zenit (foto AP)Axel Witsel e Hulk deixaram em Portugal a rivalidade dos tempos em que representavam Benfica e FC Porto, respetivamente. O médio belga esclarece, de resto, que os dois jogadores nunca tiveram «um sentimento de animosidade» quando jogavam pelos dois rivais.

«É verdade que jogámos um contra o outro, mas nunca tivemos qualquer sentimento de animosidade. Ficávamos sempre felizes por nos cumprimentarmos depois de cada jogo. Agora somos amigos, jogamos pela mesma equipa», realça Witsel, em declarações ao site oficial do Zenit.

«Gosto de ser colega de equipa do Hulk, falo sempre com ele em português. É uma pessoa fantástica. Andamos sempre juntos na equipa», conta.

Noutro plano, o antigo jogador do Benfica diz ter em Zidane «um ídolo de sempre».


in abola

Denisov vai esclarecer desavenças com Hulk e Witsel


Em tom ameaçador, o médio internacional russo frisou não ter gostado das "coisas desagradáveis" que se escreveram sobre o seu desentendimento com o ex-FCPorto e o ex-Benfica.
O médio do Zenit, que se desentendeu com a direção do Zenit por causa dos salários que Hulk e Witsel foram receber para o clube de S. Petersburgo, será um dos aversários de Portugal no jogo de amanhã. 

Há poucos minutos, em conferência de imprensa que decorreu sem tradução do russo e perante o delegado designado pela UEFA, Denisov, disse, em tom ameaçador: "Escreveram-se coisas desagradáveis sobre mim e vou esclarecer tudo isso quando voltar ao Zenit".

Perante a insistência para comentar os casos Hulk e Witsel, o médio apenas disse: "Não falo mais nada sobre esse assunto!".

A treinar-se à parte do grupo de trabalho do Zenit - a direção puniu-o por ter contestado as acontratações do ex-FC Porto e do ex-Benfica, bem como os respetivos salários -, Denisov agradeceu ao selecionador Fabio Capello. "Agradeço a confiança que Capello depositou em mim, mesmo que eu não esteja a jogar". 

in ojogo

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Advogado diz que quatro clubes vão ter que dividir 'fortuna' paga por Hulk

O valor destinado ao clube formador de Hulk referente à transferência do atacante para o Zenit, da Rússia, deve ser rateado entre Serrano-PB, Vitória, São Paulo e Kawasaki Frontale do Japão. Pelo menos é o que diz o advogado do clube paraibano, Alan Belaciano, que está no Rio de Janeiro para tratar dos direitos do Serrano. Segundo ele, os quatro clubes são considerados formadores do atacante da Seleção Brasileira e, assim, cada um teria direito a uma fatia dos pouco mais de R$ 7 milhões que o clube russo tem que pagar pela transação.

hulk zenit  (Foto: Agência Getty Images)

Alan explica que o valor a que cada um dos quatro clubes teria direito a receber se baseia no tempo que Hulk passou em cada um deles. De acordo com o advogado, o documento oficial considerado pela Fifa para o cálculo é o passaporte do jogador, onde constam as datas de entrada e de saída do atleta em cada uma das agremiações.


- O passaporte é o documento oficial considerado pela Fifa para que o pagador (Zenit) saiba para quem deve pagar. No passaporte de Hulk, constam o Serrano, o São Paulo, o Vitória e o Kawasaki como clubes formadores. Não há nenhuma dúvida. E uma cópia do documento original (o passaporte) já foi enviado para o Zenit - explicou Alan Belaciano.
No entanto, por questões contratuais com o Serrano, o advogado disse que o valor que seria destinado ao clube paraibano segue em sigilo até que a pendência se resolva. Mas o Vitória já fez e divulgou os cálculos sobre a quantia a que teria direito. Segundo a diretoria do clube baiano, no qual Hulk assinou seu primeiro contrato como profissional, o Rubro-Negro espera receber 0,897% do valor da transferência, o que equivale a R$ 1,2 milhões.
Hulk foi comprado pelo Zenit por € 50 milhões (cerca de R$ 143 milhões). Neste caso, o valor a ser dividido entre os clubes formadores é de cerca de R$ 7,15 milhões. De acordo com Alan Belaciano, constam no passaporte do jogador apenas o Serrano (julho de 1998 a maio de 2000), o São Paulo (setembro de 2002 a fevereiro de 2003), o Vitória (abril de 2003 a janeiro de 2005) e o Kawasaki (de janeiro de 2005 e janeiro de 2006).
O curioso é que fazem parte do currículo de Hulk passagens pelo Vilanovense, da Segunda Divisão de Portugal, ainda em 2001, e por mais dois times japoneses: o Tokyo Verdy e o Consadole Sapporo, entre 2006 e 2008. Mas, de acordo com o advogado do Serrano, nenhum desses clubes está registrado no passaporte do jogador. Depois da passagem pelo Japão, Hulk foi para o Porto.
Hulk Porto (Foto: Getty Images)
Desde que o Zenit começou a procurar o clube formador de Hulk para pagar os 5% do valor da transferência, como prevê o Estatuto da Fifa, muito desencontro aconteceu. Primeiro o clube procurou o Serrano do Rio de Janeiro, homônimo do clube paraibano. Mas a diretoria do clube carioca já confirmou que nunca contou com o futebol do atacante. O clube russo, então, procurou a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) para saber a quem deveria pagar o valor correspondente. Mas, apesar das idas e vindas do caso, o advogado que representa o Serrano espera que tudo seja resolvido nas próxima semanas.
- Desde que soubemos da transferência, enviamos toda a documentação necessária para o Zenit. Como houve a confusão envolvendo o homônimo do Rio, o processo sofreu uma paralisação, mas estamos retomando o contato. Já reenviamos a documentação e, na semana passada, mandei um email para o clube russo, explicando a diferença e independência entre os dois clubes (Serrano do Rio e Serrano da Paraíba). Isso tudo deve ser solucionado até o final deste mês, de forma amigável - finalizou Alan Belaciano.
Hulk, Brasil x Africa do Sul (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)
in globoesporte


segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Discórdia por Hulk e Witsel ultrapassada, diz Spalletti

Hulk e Witsel [Reuters]O treinador do Zenit, Luciano Spalletti, garantiu que o conflito gerado pela chegada do ex-portista Hulk e o ex-benfiquista Witsel está ultrapassado.
Os dois reforços que o clube contratou em Portugal levaram a que alguns futebolistas do Zenit contestassem os salários auferidos pelo brasileiro e pelo belga, com o capitão Denisos à cabeça.

O médio internacional russo foi relegado para a equipa B e o treinador italiano admite que, agora, já não há qualquer discórdia.

«O resultado e o comportamento da equipa demonstrou que estamos no bom caminho», disse Spalletti, após o triunfo por 2-0 sobre o Krasnodar e citado pela Lusa.

O treinador considerou que o Zenit «está a crescer de dia para dia» e que os donos do clube de São Petersburgo «têm o direito de escolher os jogadores e treinadores que podem ajudar a equipa a ter melhores resultados».

Por isso, «aqueles que pensam que os recém-chegados [Hulk e Axel Witsel] tiveram um impacto negativo no ambiente estão a pôr um travão ao desenvolvimento da equipa», sublinhou Spalletti, em alusão clara a Denisov.


in maisfutebol

Meia brasileiro que joga na Rússia defende Hulk: 'é monstro em campo'

A contratação de Hulk, pelo Zenit, gerou muita polêmica no futebol russo. O motivo foi o alto valor investido no ex-craque do Porto: € 55 milhões (R$ 143 milhões) e o salário do jogador, estimado em R$ 17 milhões por ano. Se as cifras são motivo de discórdia entre os colegas de clube do atacante, nos times adversários a transação milionária é vista com bons olhos por alguns jogadores.
O meia brasileiro Joãozinho, que joga no futebol russo há dois anos, pelo FC Krasnodar, defendeu a ida de Hulk para o futebol russo e disse que o compatriota ainda fará história no país.
- A contratação causou muito impacto por aqui justamente por causa do valor e pelo salário que ele está recebendo. Muita gente lá de dentro não engoliu muito isso. Mas vale lembrar que o Hulk é um grande jogador. Um monstro em campo. Demonstrou isso no Porto e está mostrando na Selecao Brasileira também. Acho que ele vai se dar muito bem aqui e, na medida em que ele for correspondendo em campo, as coisas irão se acalmar - declarou.
Joãozinho também rechaçou a ideia de que Hulk estaria sofrendo racismo no futebol russo.
- Não acredito nisso. Acho que foi a questão salarial mesmo que gerou esse impacto negativo. Eu particularmente nunca sofri racismo aqui na Rússia. A única situação que eu vi foi quando jogaram bananas para o Roberto Carlos, mas isso me pareceu um fato isolado - destacou Joãozinho.
in globoesporte

Hulk: “Tenho um único objetivo: ajudar a minha equipa”


Não falou com a imprensa após o jogo com o Milan, por isso conte-nos agora: como foi a sua última semana no Zenit?
Ambos os jogos foram bons. Sim, nós perdemos com o Milan, mas mereciamos um resultado diferente. Ganhámos hoje e foi uma boa vitória, que é especialmente importante em termos do espírito da equipa.

Concentrou-se de novo rapidamente após a derrota frente ao Milan?
Eu senti-me muito bem no jogo contra o Milan e senti também o quão importante o jogo era. Mas não houve tempo para ficar particularmente chateado com isso. Sim, foi um jogo fundamental e precisavamos de ganhar pontos mas nada está perdido – temos de fazer o nosso melhor e vencer.

Spalletti disse após o jogo de hoje que contou o número de vezes que sofreram entradas nas pernas, no primeiro tempo. Já se habituou a isso no campeonato russo? Ou é a mesma coisa em todos os lugares que joga?
Bem, quando eu jogava no Porto, os defesas muitas vezes tentavam derrubar-me para me travar. Claro que isso não é nada bom, porque às vezes esse tipo de coisas podem mudar o jogo. Espero contar com os árbitros para ver isso e tomar as decisões certas, porque eu tenho um único objetivo: fazer o meu trabalho de forma honesta e ajudar a minha equipa.

Aparentemente, os árbitros acham que está a fingir.
Se isso parace dessa forma para os árbitros ou os adeptos, tudo bem. Mas após o jogo, qualquer um pode tirar o vídeo e ver o que realmente aconteceu. Eu estou apenas a tentar ajudar a minha equipa, e às vezes não posso fazer isso porque sou derrubado o tempo todo.

Como se sente agora? Spalletti disse após o jogo que você tem uma ligeira dor no joelho.
Agradeço-lhe, porque fico  feliz de sentir o seu apoio. Mas está tudo bem. Mais uma vez, o meu objetivo é ajudar a equipa a vencer, mas por causa de possíveis lesões, não posso fazer sempre isso.

Vai hoje para a seleção. Em que condições podemos esperar que você esteja quando voltar?
Sim, eu vou fazer dois jogos pelo Brasil, mas estou certo que irei voltar em condições ideais e com a motivação certa, porque eu não posso esperar até que eu possa jogar pelo Zenit novamente .

in en.fc-zenit.ru

Fotos: Krasnador 2-0 Zenit